DIVAGAR SE VAI LONGE!


A cisma com poesias.

      Tentar tirar boas notas. Ser um sujeito honesto. Estar sempre disposto a ouvir os outros. Ler no mínimo 15 livros por ano. Ir para uma academia. Estudar as pessoas e ver o que as tornam únicas. Extrair algo de espirituoso de cada experiência vivida e história escutada. Tudo um esforço para evolução. Tudo para tornar-me algo que uma garota veio um dia a chamar-me de "profundo". Quem  lê os textos do cara que escreve em azul já sabe que normalmente ele começa com uma citação ou põe algo que um amigo falou. Dizem que pessoas informadas costumam falar de fatos, pessoas inteligentes costumam falar sobre ideias, pessoas sábias costumam falar de lições e pessoas sem nada para fazer leem um blog falam de outras pessoas. Eu sempre quis ser do terceiro  tipo.

      Não que isso adiante de muita coisa. Quer dizer, toda pessoa que se preze tem de fazer algo para melhorar o que é. Não me gabo disso. Mas aprendi um pouco tarde demais que pessoas tornam-se interessantes não por falar coisas interessantes, mas por serem divertidas. Foda-se. Vou continuar a citar Jung e talvez até fábulas do Esopo em mesa de bar do mesmo jeito. Se já vim por este caminho, não vou voltar atrás e seguir a outro.

      Acontece que tem algo nestas tentativas de ser "profundo" que nunca consegui fazer. Apesar de ter tentado, nunca me dei bem com poesias. Posso extrair lições de letras de heavy metal e até de uma briga entre insetos mas nunca consegui pegar um livro de poesias que prendesse minha atenção. Poesias, em sua maioria, parecem ser sentimentos materializados. Sentimento é algo que em força pode burlar o raciocínio e desestabilizar o psicológico. Os meus já dão trabalho demais de serem controlados, mais sentimentos dariam uma overload que poderia me deixar mais pirado do que já sou (se é que isso é possível).

OS POETAS QUE CONHECI NÃO FORAM LÁ BONS EXÊMPLOS DE FELICIDADE. NA FIGURA, ÁLVARES DE AZEVEDO


      Talvez eu esteja infectado pelo preconceito geral contra os poetas... poesia, no íntimo de muitos, sempre esteve associada algo que fracassados fazem para encontrar a felicidade. Um homem que escreve deve contar isso para poucas pessoas. Acontece que apesar de toda esta cisma topei em pesquisar o poema "If" de Rudyard Kipling que Jim Knipfel, autor de A arte de ser desagradável e exêmplo perfeito de oposto de sensibilidade, faz menção no livro já citado. Este me pegou. Não que partes deles tenham ficado decoradas em minha mente. Mas pelo fato de ele propor responder as perguntas que fiz neste post. Aqui está uma tradução que conseguiu até ser rimada feita por Guilherme de Almeida.

Se

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!

 

Sejam homens meus filhos!





Escrito por João Gabriel às 00h49
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EU PENSEI QUE TODO MUNDO FOSSE FILHO DE PAPAAAI NOOO-EEEEL!

     Afinal, pra quê que a gente deseja feliz natal no dia do natal pra alguém? Quero dizer, se você deseja feliz ano novo à meia noite do dia 31, eu entendo, afinal, você que todo aquele ano que está por vir seja cheio de felicidades e realizações. Agora, feliz natal à meia noite de dia 24? O que você tá desejando? Que aquele momento alí que tá acontecendo agora seja feliz? Como é que você vai fazer desejo de melhoras pra uma coisa que tá se passando nesse exato momento? E porque a gente não deseja também um feliz carnaval, uma feliz semana santa, um feliz dia da Independência ou feliz dia de Tiradentes, que são outros feriados sem os quais a gente não viveria? O certo não seria perguntar "E aí, você tá tendo um bom natal?" Ou então fazer o que vou fazer agora.

ESPERO QUE VOCÊ TENHA TIDO UM BOM NATAL, QUE NÃO TENHA ENCHIDO MUITO A CARA, DADO FIM NO 13º INTEIRO E QUE O BOM VELHINHO TENHA LEMBRADO DE VOCÊ ESSE ANO, AFINAL, VOCÊ É SEMPRE UM BOM MENINO, NÃO É, BOM VELHINHO?!

vivaobrasil



Escrito por Diego Carvalho às 15h57
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